quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Continuação... Raul Seixas


Marco Mazzola, amigo de Raul Seixas e produtor dos primeiros discos do Maluco Beleza, acha que o grito já é algo tradicional. “A obra do Raul Seixas é muito forte. Basta ver quantos artistas gravaram músicas dele. Tem Nando Reis, Frejat, até Chitãozinho e Xororó. Uma grande parcela da juventude de hoje gosta dele. Para ser fã de Raul, não tem idade. Hoje, 20 anos depois de sua morte, a obra dele continua atual.”

GalhofaO pernambucano China diz que já ouviu esse grito mais de mil vezes. “Acho que existe desde que eu me conheço por gente. Não sou fã de Raul como de Roberto, Erasmo, mas admiro muito a obra dele. Não dá para se irritar com o ‘Toca Raul!’, senão tu vai ter de parar o show a cada cinco minutos. Acho que hoje já virou um bordão, nem é coisa de fã de Raul só, tem gente que faz pela galhofa, pela brincadeira. As pessoas chegam a gritar ‘Toca Raul!’ em show do Del Rey, que já é um cover de Roberto Carlos”. Pata Tatá Aeroplano, que criou uma banda inspirada no álbum “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta: Sessão das Dez”, considerado o disco perdido de Raul Seixas, gritar “Toca Raul!” “é uma onda que começou logo depois que ele morreu”. Idealizador de projetos como Cérebro Eletrônico e Jumbo Elektro, ele conta que em qualquer lugar do Brasil em que se apresente o público sempre pede que a banda toque Raul. “Acho que antes era uma coisa séria, e depois o conceito se transformou. Quem pede pra tocar Raul no meio de um show quer algo inusitado, quer quebrar o protocolo. Com certeza isso vai passar de geração em geração, porque até os mais novos gritam”, diz.

“Uma vez, nós [Jumbo Elektro] tocamos num tributo ao Raul Seixas para os fãs mais chatos. A gente tocava Raul e os caras continuavam pedindo Raul! Acho legal porque é algo fora de controle, e já faz parte do ramo de shows na música brasileira.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário