
O [[Meteorologiameteorológico]] fenômeno que consiste na [[precipitação (meteorologia)precipitação]] de gotas d'[[água]] no estado [[líquido]] sobre a superfície da [[Terra]]. A '''chuva''' forma-se nas [[Nuvemnuvens]]. Nem todas as chuvas atingem o [[solo]], algumas evaporam-se enquanto estão ainda a cair, num fenômeno que recebe o nome de [[virga]] e acontece principalmente em períodos/locais de [[ar]] seco.
[[Ficheiro:22 Regen ubt.jpegthumb300pxrightChuva sobre algumas [[árvore]]s]]A chuva tem papel importante no [[ciclo hidrológico]]. A quantidade de chuvas é medida usando um instrumento chamado [[pluviômetro]], de funcionamento simples: a boca de um funil de área conhecida faz a coleta das gotas de chuva e as acumula em um reservatório colocado abaixo do funil. Um observador vem no tempo de amostragem (1 vez por dia, 4 vezes por dia etc), e com uma [[pipeta]] com escala graduada, mede o volume de água acumulado no período. Por exemplo, ele pode ter medido que caiu 25 mm por [[metro quadrado]] nas últimas 24 horas.
Para maior precisão no registro das alturas de chuvas utiliza-se um aparelho denominado de [[pluviógrafo]] que registra num gráfico as alturas de precipitações em função do tempo. A este gráfico denomina-se [[pluviograma]].
== Medida de chuva ==
O sistema usado na medição de chuva é bem simples, compreende medir a altura da área alagada (em qualquer unidade métrica) em concordância com o tempo, geralmente usam o dia inteiro (com 24 horas) mas dependendo da intensidade, usam-se a hora inteira ou até mesmo minutos em casos de ciclones ou tromba d'agua.
* 25 mm de chuva coletado em um recipiente (aberto) qualquer por hora ou uma polegada/hora é média de precipitação medida para determinada região.
Nota: o recipiente deve ter paredes verticais com fundo plano, nivelado na horizontal, não importando que (o fundo) seja cilíndrico, quadrado ou retangular.
Como o sistema métrico de comprimento tem equivalência em outras unidades prevalece o [[Sistema Internacional de Unidades]] de Medida para medir a '''taxa de precipitação''' expressa em unidades do SI, nesse caso dada em: (kg/m²/s).
Durante a formação da precipitação, gotas pequenas crescem por difusão de vapor de [[água]], a seguir elas podem crescer por captura de gotas menores que se encontram em sua trajetória de queda ou por outros fenômenos. A aglutinação das partículas de água chama-se '''coalescência''' das nuvens.
== Tipos de chuvas ==Há dois tipos básicos de precipitação: estratiformes e convectivas.
As precipitações podem estar associadas a diferentes fenômenos atmosféricos sob diferentes escalas de desenvolvimento temporal e espacial. Por exemplo:
* '''Chuvas frontais''' são causadas pelo encontro de uma [[massa de armassa fria]] (e seca) com outra quente (e úmida), típicas das latitudes médias, como as de [[inverno]] no [[Brasil]] Meridional que caminham desde o Sul ([[Argentina]]) e se dissipam no caminho podendo , eventualmente, chegar até o estado da [[Bahia]]. Por ser mais pesado, o ar frio faz o ar quente subir na atmosfera. Com a subida da massa de ar quente e úmida, há um resfriamento da mesma que condensa e forma a precipitação.[[Ficheiro:Temporal no Floresta fabri.JPGthumbright250pxExemplo de Chuvas de convecção em [[Coronel Fabriciano]], [[Minas Gerais]].]]
* ''' Chuvas de convecção ''' são também chamadas de chuvas de verão na região [[Sudeste do Brasil]] e são provocadas pela intensa [[evaporaçãoevapotranspiração]] de superfícies úmidas e aquecidas (como florestas, cidades e oceanos tropicais). O ar ascende em parcelas de ar que se resfriam de forma praticamente adiabática (sem trocar calor com o meio exterior) durante sua ascensão. Precipitação convectiva é comum no verão brasileiro, na [[Floresta Amazônica]] e no [[Centro Oeste]]. Na região Sudeste, particularmente sobre a [[Região Metropolitana de São Paulo]] (RMSP) e sobre a [[Região Metropolitana do Rio de Janeiro]] (RMRJ) também ocorrem tempestades convectivas associadas a entrada de brisa marítima ao final da tarde com graves consequências sobre as centenas de áreas de risco ambiental. Estas chuvas também são conhecidas popularmente como '''pancadas de chuva''', '''aguaceiros''' ou '''torós'''.* '''Chuvas orográficas (ou Estacional)''' são também chamadas de '''chuvas de serra''' e ocorrem quando os [[vento]]s úmidos se elevam e se resfriam pelo encontro de uma barreira [[montanhamontanhosa]], como é normal nas encostas voltadas para o [[oceanomar]]. São comuns nos [[litorallitorais]], [[Paranáparanaense]], [[Santa Catarinacatarinense]] e [[Estado de São Paulopaulista]] e em todo o litoral brasileiro na [[Serra do Mar]]. Esse tipo de precipitação pode estar associada a presença do ''efeito [[Föhn]],'' que condiciona a existência de áreas mais secas a sotavento dessas barreiras.
As maiores precipitações registradas na região sudeste ocorreram em fevereiro de 1966 quando durante um tórrido verão se juntaram uma frente fria com as precipitações convectivas e na Serra do Mar as chuvas orográficas, ocasionando grandes desastres sobretudo no eixo Rio-São Paulo. Esta chuva excepcional de [[período de retorno]] ou recorrência calculado como cerca de 100 anos está registrada no livro "Enchentes no Rio de Janeiro" publicado pela SEMADS-GTZ.
== As gotas de chuva ==As gotas de chuva não seguem a mesma formação que as gotas de água que caem de uma bica ou de uma [[torneira]].[[Ficheiro:Water drop animation enhanced small.gifleftUma gota d'água de uma torneira.]]As menores, com menos de 1mm de raio, na verdade são esféricas. As que crescem mais, começam-se a deformar na parte de baixo, porque a pressão do ar puxando para cima na queda começa a conseguir contrariar a tensão superficial que a tenta manter esférica. Quando o raio excede cerca de 4 mm, o buraco interior cresce tanto que a gota, antes de se partir em gotas menores, fica com uma forma que quase parece um [[pára-quedas]]: a forma de um saco de paredes finas voltado para baixo, com um anel mais grosso de água em roda da abertura inferior. [[Ficheiro:Gotas de chuva.jpgrightthumb300pxGotas de chuva caindo]]As gotas de chuva são muito maiores do que as gotículas das nuvens que são geralmente menores que 15 [[mícron]] de tamanho e podem ficar suspensas no ar por muito tempo. Como são muito maiores e mais pesadas, as gotas de chuva não ficam suspensas no ar e dão origem à precipitação.
[[Ficheiro:22 Regen ubt.jpegthumb300pxrightChuva sobre algumas [[árvore]]s]]A chuva tem papel importante no [[ciclo hidrológico]]. A quantidade de chuvas é medida usando um instrumento chamado [[pluviômetro]], de funcionamento simples: a boca de um funil de área conhecida faz a coleta das gotas de chuva e as acumula em um reservatório colocado abaixo do funil. Um observador vem no tempo de amostragem (1 vez por dia, 4 vezes por dia etc), e com uma [[pipeta]] com escala graduada, mede o volume de água acumulado no período. Por exemplo, ele pode ter medido que caiu 25 mm por [[metro quadrado]] nas últimas 24 horas.
Para maior precisão no registro das alturas de chuvas utiliza-se um aparelho denominado de [[pluviógrafo]] que registra num gráfico as alturas de precipitações em função do tempo. A este gráfico denomina-se [[pluviograma]].
== Medida de chuva ==
O sistema usado na medição de chuva é bem simples, compreende medir a altura da área alagada (em qualquer unidade métrica) em concordância com o tempo, geralmente usam o dia inteiro (com 24 horas) mas dependendo da intensidade, usam-se a hora inteira ou até mesmo minutos em casos de ciclones ou tromba d'agua.
* 25 mm de chuva coletado em um recipiente (aberto) qualquer por hora ou uma polegada/hora é média de precipitação medida para determinada região.
Nota: o recipiente deve ter paredes verticais com fundo plano, nivelado na horizontal, não importando que (o fundo) seja cilíndrico, quadrado ou retangular.
Como o sistema métrico de comprimento tem equivalência em outras unidades prevalece o [[Sistema Internacional de Unidades]] de Medida para medir a '''taxa de precipitação''' expressa em unidades do SI, nesse caso dada em: (kg/m²/s).
Durante a formação da precipitação, gotas pequenas crescem por difusão de vapor de [[água]], a seguir elas podem crescer por captura de gotas menores que se encontram em sua trajetória de queda ou por outros fenômenos. A aglutinação das partículas de água chama-se '''coalescência''' das nuvens.
== Tipos de chuvas ==Há dois tipos básicos de precipitação: estratiformes e convectivas.
As precipitações podem estar associadas a diferentes fenômenos atmosféricos sob diferentes escalas de desenvolvimento temporal e espacial. Por exemplo:
* '''Chuvas frontais''' são causadas pelo encontro de uma [[massa de armassa fria]] (e seca) com outra quente (e úmida), típicas das latitudes médias, como as de [[inverno]] no [[Brasil]] Meridional que caminham desde o Sul ([[Argentina]]) e se dissipam no caminho podendo , eventualmente, chegar até o estado da [[Bahia]]. Por ser mais pesado, o ar frio faz o ar quente subir na atmosfera. Com a subida da massa de ar quente e úmida, há um resfriamento da mesma que condensa e forma a precipitação.[[Ficheiro:Temporal no Floresta fabri.JPGthumbright250pxExemplo de Chuvas de convecção em [[Coronel Fabriciano]], [[Minas Gerais]].]]
* ''' Chuvas de convecção ''' são também chamadas de chuvas de verão na região [[Sudeste do Brasil]] e são provocadas pela intensa [[evaporaçãoevapotranspiração]] de superfícies úmidas e aquecidas (como florestas, cidades e oceanos tropicais). O ar ascende em parcelas de ar que se resfriam de forma praticamente adiabática (sem trocar calor com o meio exterior) durante sua ascensão. Precipitação convectiva é comum no verão brasileiro, na [[Floresta Amazônica]] e no [[Centro Oeste]]. Na região Sudeste, particularmente sobre a [[Região Metropolitana de São Paulo]] (RMSP) e sobre a [[Região Metropolitana do Rio de Janeiro]] (RMRJ) também ocorrem tempestades convectivas associadas a entrada de brisa marítima ao final da tarde com graves consequências sobre as centenas de áreas de risco ambiental. Estas chuvas também são conhecidas popularmente como '''pancadas de chuva''', '''aguaceiros''' ou '''torós'''.* '''Chuvas orográficas (ou Estacional)''' são também chamadas de '''chuvas de serra''' e ocorrem quando os [[vento]]s úmidos se elevam e se resfriam pelo encontro de uma barreira [[montanhamontanhosa]], como é normal nas encostas voltadas para o [[oceanomar]]. São comuns nos [[litorallitorais]], [[Paranáparanaense]], [[Santa Catarinacatarinense]] e [[Estado de São Paulopaulista]] e em todo o litoral brasileiro na [[Serra do Mar]]. Esse tipo de precipitação pode estar associada a presença do ''efeito [[Föhn]],'' que condiciona a existência de áreas mais secas a sotavento dessas barreiras.
As maiores precipitações registradas na região sudeste ocorreram em fevereiro de 1966 quando durante um tórrido verão se juntaram uma frente fria com as precipitações convectivas e na Serra do Mar as chuvas orográficas, ocasionando grandes desastres sobretudo no eixo Rio-São Paulo. Esta chuva excepcional de [[período de retorno]] ou recorrência calculado como cerca de 100 anos está registrada no livro "Enchentes no Rio de Janeiro" publicado pela SEMADS-GTZ.
== As gotas de chuva ==As gotas de chuva não seguem a mesma formação que as gotas de água que caem de uma bica ou de uma [[torneira]].[[Ficheiro:Water drop animation enhanced small.gifleftUma gota d'água de uma torneira.]]As menores, com menos de 1mm de raio, na verdade são esféricas. As que crescem mais, começam-se a deformar na parte de baixo, porque a pressão do ar puxando para cima na queda começa a conseguir contrariar a tensão superficial que a tenta manter esférica. Quando o raio excede cerca de 4 mm, o buraco interior cresce tanto que a gota, antes de se partir em gotas menores, fica com uma forma que quase parece um [[pára-quedas]]: a forma de um saco de paredes finas voltado para baixo, com um anel mais grosso de água em roda da abertura inferior. [[Ficheiro:Gotas de chuva.jpgrightthumb300pxGotas de chuva caindo]]As gotas de chuva são muito maiores do que as gotículas das nuvens que são geralmente menores que 15 [[mícron]] de tamanho e podem ficar suspensas no ar por muito tempo. Como são muito maiores e mais pesadas, as gotas de chuva não ficam suspensas no ar e dão origem à precipitação.
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